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quarta-feira, 25 de novembro de 2009

O Novo Testamento e a História


Escritos entre os séc. I-II d.C., em plena civilização greco-romana, os livros do Novo Testamento aparecem-nos na língua "comum" dessa civilização (o grego da koiné) e giram em torno da mensagem de Jesus. Por isso, os Evangelhos são a base de todos os outros livros do Novo Testamento, que, por sua vez, os explicitam e aplicam à vida prática. Mas não podemos compreender suficientemente a mensagem de Jesus nem os escritos que a explicitam, sem conhecermos as circunstâncias históricas em que nasceram. Jesus anunciou a Boa Notícia da salvação apenas oralmente, em aramaico, a língua falada então na Palestina. Os seus discípulos também não escreveram. Preocupava-os mais o anúncio oral - porque urgente - do Evangelho. A atitude de Jesus e dos seus discípulos faz do Cristianismo, não uma "Religião do Livro", mas a religião que se centra numa Pessoa - Jesus Cristo. Depois de terem ouvido a mensagem oral, durante a "primeira geração" cristã, é que os discípulos da "segunda geração" registaram por escrito as palavras e os factos da vida de Jesus para incutir nos cristãos maior fidelidade à mensagem e os conduzir à fé e à salvação em Cristo (Lc 1,1-4; Jo 20,30-31). Os Evangelhos não são unicamente a "História de Jesus"; são sobretudo a narração escrita das palavras e dos factos de Jesus de Nazaré, mas já iluminados pelo Cristo ressuscitado, presente na sua Igreja ao longo de muitos anos. A Constituição Dei Verbum diz que os Evangelhos não são História escrita à maneira do nosso tempo. Os evangelistas fazem uma História em função da fé, da teologia: resumem, interpretam, explicam e redigem factos da vida de Jesus para apresentar uma determinada ideia teológica a uma determinada classe de ouvintes.

sábado, 21 de novembro de 2009

O que Jesus tem a ver com as Cruzadas?


Nada. Absolutamente nada. Assim como você não tem responsabilidade se o seu tetraneto resolver ser bandido.
As cruzadas foram um acto bárbaro dos países europeus. Este facto tem sido utilizado até hoje para denegrir a pessoa de Jesus. Não encontramos nas Suas palavras e actos um único argumento que justifique este acto de guerra.
A bem da verdade, a origem das cruzadas está no século XI quando os muçulmanos destruíram e violaram os lugares santos dos cristãos em Israel. Os cristãos europeus sentiram-se humilhados e agredidos na sua religiosidade. Os poderosos da Europa usaram este sentimento religioso para atingir objectivos pessoais e financeiros.
História: em 1009 D.C. o califa fatimita Jakem, destruiu a igreja do Santo Sepulcro e muitos outros lugares considerados sagrados pelos cristãos. Os cristãos também foram barbaramente perseguidos.
Esta perseguição aos cristãos feita por muçulmanos ainda continua a acontecer nos dias de hoje, em muitos países. No Sudão quem é cristão corre o risco de ser escravo. Isto mesmo, ESCRAVO, em pleno século XXI.
Obs: Os cristãos de rito oriental também foram agredidos pelas cruzadas. Foi assim que Constantinopla foi saqueada.